quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A MÚSICA, PELOS DES-CAMINHOS DA "FINA SENSIBILIDADE,AGUDA PERCEPÇÃO ARTÍSTICA DE JOVENS E ADULTOS", NO C E JOSE MARTI...EN-CANTEMOS...

Voca people What you are about to hear, people What you are about to hear, is pure human vocals, No isntrum...

"O QUE VOCÊ ESTÁPRESTESA OUVIR É PURA VOCALIZAÇÃO HUMANA; SEM INSTRUMENTOS..."

HOJE, NO FLUXO MUSICAL, O IMPACTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS

FOI PROPÓSITO DA MÚSICA, EM SEU INÍCIO,O EVOCAR EMOÇÕES COLETIVAS, O ATUAR COMO ESTÍMULO PARA O TRABALHO,PARA O GOZO SEXUALE PARAA GUERRA. A MÚSICA ERA UM MEIO DE ATORDOAR OS EXCITAR OSSENTIDOS, OU PRENDER POR ENCANTAMENTO, OU IMPELIR À AÇÃO. SERVIA PARA POR O HOMEM EM UM ESTADO E NÃO PARA REFLETIR OS FENÔMENOS DO MUNDO EXTERNO
ERNEST FISCHER

A ARTE É TÃO ANTIGA QUANTO O HOMEM. É UMA FORMA DE TRABALHO, E O TRABALHO É UMA UMA ATIVIDADE CARACTERÍSTICA DO HOMEM.

O HOMEM SE APODERA DA NATUREZA TRANSFORMANDO-A. O TRABALHO É A TRANSFORMAÇÃO DA NATUREZA. O HOMEM TAMBÉM SONHAQ COM UM TRABALHO MÁGICO QUE TRANSFORME

A NATUREZA, SONHA COM A CAPACIDADE DE MUDAR OS OBJETOS E DAR-LHES NOVAS FORMA POR MEIOS MÁGICOS.TRATA-SE DE UM EQUIVAÇLENTE NA IMAGINAÇÃO ÀQUILO QUE O TRABALHO SIGNIFICA NA REALIDADE. O HOMEM, É, POR PRINCÍPIO, UM MÁGICO

O HOMEM TORNOU-SE HOMEM ATRAVÉS DA FERRAMENTA. ELE SE FEZ E PRODUZIU A SI MESMO, FAZENDO E PRODUZIDO FERRAMENTAS...NÃO HÁ FERRAMENTA SEM O HOMEM, NEM HOMEM SEM FERRAMENTA. OS DOIS PASSARAM A EXISTIR SIMULTANEAMENTE E SEMPRE SE ACHARAM INDISSOLUVELMENTE LIGADOS UM AO OUTRO...

O SER PRÉ-HUMANO QUE SE DESENVOLVEU E SE TORNOU HUMANO SÓ FOI CAPAZ DE TAL DESENVOLVIMENTO PORQUE POSSSUIA UM ÓRGÃO ESPECIAL, A MÃ, COM A QUAL PODIA APANHAR E SEGURAR OBJETOS

NOS ALVORES DA HUMANIDADE, A ARTE ERA UM INSTRUMENTO MÁGICO, UMA ARMA DA COLETIVIDADE HUMANA EM SUA LUTA PELA SOBREVIV~ENCIA
A MAGIA ORIGINAL VEIO A SE DIFERENCIAR GRADUALMENTE EM CIÊNCIA, RELIGIÃO E ARTE

DA NECESSIDADE DA ARTE, ERNEST FISCHER

  • "MÚSICA" É UMA PALAVRA DE ORIGEM GREGA - VEM DE MUSIKÉ TÉCHNE, A ARTE DAS MUSAS - E SE CONSTITUI, BASICAMENTE, DE UMA SUCESSÃO DE SONS, ENTREMEADOS POR CURTOS PERÍODOS DE SILÊNCIO, ORGANIZADA AO LONGO DE UM DETERMINADO TEMPO.

  • QUANDO O ARTISTA ESTÁ VIVO EM QUALQUER PESSOA, QUALQUER QUE SEJA O SEU TIPO DE TRABALHO, ELA SE TORNA UMA CRIATURA INVENTIVA, PESQUISADORA, OUSADA, EXPRESSIVA. TORNA-SE INTERESSANTE AOS OLHOS DE OUTRAS PESSOAS. PERTURBA, AGITA, ESCLARECE E ABRE O CAMINHO PARA UMA MELHOR COMPREENSÃO. QUANDO AQUELES QUE NÃO SÃO ARTISTAS ESTÃO PROCURANDO FECHAR O LIVRO, ELE O ABRE E MOSTRA QUE AINDA HÁ UM GRANDE NÚMERO DE PÁGINAS POSSÍVEIS.
    HENRI, APUD EDWARDS

TONAL, MODAL, ATONAL NÃO SIGNIFICAM MAIS QUASE NADA. NÃO EXISTE SENÃO A MÚSICA PARA SER ARTE COMO COSMOS E TRAÇAR AS LINHAS VIRTUAIS DA VARIAÇÃO INFINITA."DELEUZE E GUATTARI, 1980, IN A MÚSICA TECNO INSPIRA FILÓSOFOS,POR GLÓRIA KREINZ

A PROPÓSITO:
NO INÍCIO DOS ANOS 90 OS FILÓSOFOS G. DELEUZE E J.P. MANGANARO ESCREVERAM UM ARTIGO COM O TÍTULO DE "NIETZSCHE À LA TECHNO", E COLOCARAM COMO SUBTÍTULO, MANIFESTO PARA AS MÁQUINAS PENSANTES QUE VIEREM, NO SENTIDO PERVERSO DE INSTIGAR INDAGAÇÕES, E PROPOR NOVAS REFLEXÕES ENTRE MÚSICA, CONQUISTAS TECNOLÓGICAS E FILOSOFIA
DELEUZE, G. E MANGANARO, DE NIETZSCHE À LA TECHNO,
http://www.imaginet.tr/Deleuze/IXI/TECHNO.html%20



A MÚSICA FICA A SERVIÇO DE UM CONTINUUM CÓSMICO, VIRTUAL, DO QUAL ATÉ MESMO OS BURACOS, OS SILÊNCIOS, AS RUPTURAS, OS CORTES FAZEM PARTE.

MANIFESTO DA MÚSICA TECNO, DELEUZE E GUATTARI

LJD

sábado, 11 de setembro de 2010

SER-TÃO ÁFRICA, (R) E S ( X) ISTIR TANTO...



MAMA ÁFRICA
Óleo sobre tela
Thaís Ibañez



RARO É O SONHO
QUE COMEÇA
E ACABA
NA MESMA
NOITE.
A VERDADE
NÃO ESTÁ
NUM SÓ,
MAS SIM EM MUITOS SONHOS...
PROVÉRBIO AFRICANO





  • À Volta da Fogueira
    Martinho da Vila
    Composição: Rui Mingas - Manoel Rui - Martinho da Vila

    Os meninos à volta da fogueira
    Vão aprender coisas de sonho e de verdade
    Vão perceber como se ganha uma bandeira
    E vão saber o que custou a liberdade
    Palavras são palavras não são trovas

    Palavras deste tempo sempre novo
    Lá os meninos aprenderam coisas novas
    E até já dizem que as estrelas são do povo
    Aqui os homens permanecem lá no alto

    Com suas contas engraçadas de somar
    Não se aproximam das favelas nem dos campos
    E tem medo de tudo que é popular
    Mas os meninos deste continente novo

    Hão de saber fazer história e ensinar



    ÁFRICA
Sandra Peres, Paulo Tatit e Arnaldo Antunes).Ed. Palavra Cantada / Ed. Rosa Celeste

Quem não sabe onde é o Sudão
saberá
A Nigéria o Gabão
Ruanda
Quem não sabe onde fica
o Senegal
A Tanzânia e a Namíbia
Guiné Bissau
Todo o povo do Japão
Saberá
De onde veio o leão
De Judá
Alemanha e Canadá
Saberão
Toda a gente da Bahia
Sabe Já
De onde vem a melodia
Do ijexá
O sol nasce todo o dia
vem de lá
Entre Oriente e Ocidente
Onde fica?
Qual a origem da gente?
Onde fica?
África fica no meio do mapa do mundo do atlas DA vIDA
ÁFRICAS FICAM NA ÁFRICA QUE FICA LÁ E AQUI
ÁFRICA FICARÁ
BASTA ATRAVESSAR O MAR
PRA CHEGAR
ONDE CRESCE O BAOBÁ
PRA SABER
DA FLORESTA DE OXALÁ
E MALÊ
DO DESERTO DE ALAH
DO ILÊ
BANTO MUÇULMAN
YORUBÁ
Música: África (CD Palavra Cantada)










  • A CONSTRUÇÃO E A TRANSFORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA
    DE SI DEPENDERÃO, ENTÃO, DA PARTICIPAÇÃO EM REDES
    DE COMUNICAÇÃO ONDE SE PRODUZEM E SE MEDEIAM
    HISTÓRIAS. .DEPENDERÁ DESSE PROCESSO INTERMINÁVEL
    DE OUVIR E LER HISTÓRIAS, DE CONTAR HISTÓRIAS, DE
    MESCLAR HISTÓRIAS,DE CONTRAPOR ALGUMAS HISTÓRIAS
    A OUTRAS, DE PARTICIPAR, EM SUMA, DESSE GIGANTESCO
    E AGITADO CONJUNTO DE HISTÓRIAS QUE É A CULTURA

    JORGE LARROSA








LJD








quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A PALAVRA/2010 É INCLUSÃO, TECNODEMOCRACIA, "INFO- INCLUÍDO"

A PALAVRA/2010 É INCLUSÃO

TECNODEMOCRACIA, A INCLUSÃO DIGITAL

OS PROCESSOS SOCIOTÉCNICOS NAS MÃOS DA COLETIVIDADE !!!
A INTRODUÇÃO DOS COMPUTADORES NA ESCOLA É CONDIÇÃO
SINE QUA NON PARA A TECNODEMOCRACIA, “TECNOLOGIA PARA TODOS”; POR ISSO, NA NOSSA ESCOLA, C. E. JOSE MARTI, O “CONEXÃO EDUCAÇÃO” É UM DOS INSTRUMENTOS POTENCIALIZADORES DA TECNODEMOCRACIA.
E, SOMANDO –SE AO NOSSO CORRELATO PROJETO INTERTÍTULO DO PPP- DEDO IN-DI (S ) CADOR, APONTANDO PARA O MUNDO-
O NOSSO BLOG, URDIDURA NOSSA PELA INTERATIVIDADE DE CADA DIA, INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO

  • HÁ UMA LEGIÃO DE PESSOAS QUE NÃO TEM COMPUTADOR E NEM SEQUER ACESSO À REDE, SÃO OS SEM COMPUTADOR DA ERA GLOBALIZADA, EXCLUIDOS PELO BAIXO PODER AQUISITIVO
    FOLHA DESÃO PAULO, 23/06/2005

  • NO CAPITALISMO GLOBAL, A INFORMAÇÃO É UM EXCELENTE CAPITAL
    TOURAINE

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

NÃO, (NÃO) TENHO TEMPO !!! (?!); O TEMPO NA MEDIDA (IN) CERTA....



Hóspede do tempo

Sou hóspede do tempo
Da minha casa
Das minhas palavras
Das coisas que declaro minhas
Inquilino da vida que me foi dada
Portanto, nada
Ficou na minha bagagem
Do velho brinquedo
Que já não ilude, não me ilude
Fred Martins e Zélia Duncan





A VIDA HUMANA É SEMPRE UM FLUIR INEXTRICAVELMENTE ENTRELAÇADO DE EMOCIONAR E RACIONALIDADE, ATRAVÉS DO QUAL TRAZEMOS À MÃO DIFERENTES DOMÍNIOS DE REALIDADE”


CHAMAMOS DE CONVERSAÇÃO O FLUXO DE COORDENAÇÕES DE AÇÕES E EMOÇÕES QUE NÓS, OBSERVADORES, DISTINGUIMOS COMO OCORRENDO ENTRE SERES HUMANOS QUE INTERAGEM RECORRENTEMENTE NA LINGUAGEM

CADA SER HUMANO PARTICIPA CONCORRENTEMENTE DE DIFERENTES CONVERSAÇÕES SIMULTÂNEAS, QUE SE INFLUENCIAM MUTUAMENTE DE MODO INDIRETO POR MEIO DE NOSSA CORPORALIDADE.
HUMBERTO MATURANA
A hospitalidade absoluta exige que eu abra minha casa e não apenas ofereça ao estrangeiro (provido de um nome de família, de um estatuto social de estrangeiro, etc.), mas ao outro absoluto, desconhecido, anônimo, que eu lhe ceda lugar, que o deixe vir, que o deixe chegar, e ter um lugar no lugar que ofereço a ele, sem exigir dele nem reciprocidade (a entrada num pacto), nem mesmo o seu nome.
JAQUES DERRIDA

  • TEMPO, ESSE VELHO ESTRANHO (DES) CONHECIDO
ALBERT EINSTEIN: TEMPO E ESPAÇO SÃO RELATIVOS
  • O TEMPO VESTE UM TRAJE DIFERENTE PARA CADA PAPEL QUE DESEMPENHA EM NOSSO PENSAMENTO
    JONH WEELER

Santo Agostinho, no século IV, defendeu que o tempo não podia existir fora do espírito. Dividiu o tempo em três, com referência no presente: o presente do passado (memória), o presente do presente (atenção) e o presente do futuro (espera).
Os filósofos e teólogos medievais desenvolveram o conceito do tempo baseado no mito da criação, compartilhado pelas três religiões abraâmicas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Os cristãos ainda acreditam no fim, quando Jesus retorna para o Juízo Final

Culturas ancestrais como incas, maias, algumas tribos americanas, babilônios, budistas, jainistas e hindus, preferem a ideia da roda do tempo, retratando-o cíclico, em eras nas quais o Universo nasce e se extingue. Para o filósofo alemão Immanuel Kant, do século XVIII, o tempo era um conceito inerente à mente humana e não uma característica do mundo externo.
Até por volta do século XVII, os homens mediam o tempo pelas tarefas que faziam; o capitalismo instalou-se e , progressivamente, reforçou essa ideia e a tecnologia acelerou o ritmo do tempo, da vida.
Em síntese, vivemos, nesse início do século XXI, em uma era que valoriza a produtividade, o imperativo e persuassivo consumismo e a velocidade.; no pós-modernismo,”tudo é líquido”, inconsistente,"tudo que é sólido se desmancha no ar”; a efemeridade, a transitoriedade, são marcas desse “tempo líquido”- “o tempo escorre pelas mãos...”

terça-feira, 7 de setembro de 2010

7 DE SETEMBRO , IN-DEPENDÊNCIA DO BRASIL


A INDEPENDÊNCIA
É UMA
CONQUISTA DIÁRIA,
UM PROCESSO PERMANENTE
DE RE-CONSTRUÇÃO, “OBRA ABERTA”...É PRECISO ESTAR ATENTO E...
A INDEPENDÊNCIA É, PARADOXAL E NATURALMENTE, PROPORCIONAL AO GRAU DE NOSSA DEPENDÊNCIA UNS DOS (PELOS) OUTROS, UNIDOS PELA/PARA A ALTERIDADE, JUSTIÇA SOCIAL, PAZ, BRASIL-PÁTRIA, TERRA-PÁTRIA, RE-UNI-DI-VERSO

E TUDO PRINCIPIA PELA INCLUSÃO, A INDEPENDÊNCIA QUE , AINDA, ESTAMOS POR CONQUISTAR



Aquarela do Brasil


Ary Barroso


Brasil, meu Brasil brasileiro


Meu mulato inzoneiro


Vou cantar-te nos meus versos


O Brasil, samba que dá


Bamboleio que faz gingar


O Brasil do meu amor


Terra de Nosso Senhor


Brasil, prá mim, prá mim, prá mim


Abre a cortina do passado


Tira a mãe preta do serrado


Bota o Rei-Congo no congado


Brasil, prá mim


Deixa cantar de novo o trovador


A merencória luz da lua


Toda a canção do meu amor


Quero ver essa dona caminhando


Pelos salões arrastando


O seu vestido rendado


Brasil, prá mim, prá mim, prá mim


Brasil, terra boa e gostosa


Da morena sestrosa


De olhar indiscreto


O Brasil, samba que dá


Bamboleio que faz gingar


O brasil do meu amor


Terra de Nosso Senhor


Brasil, prá mim, prá mim, prá mim


Esse coqueiro que dá côco


Onde amarro a minha rede


Nas noites claras de luar


Brasil, prá mim


Ah ouve essas fontes murmurantes


Aonde eu mato a minha sede


E onde a lua vem brincar


Ah, esse Brasil lindo e trigueiro


É o meu Brasil brasileiro


Terra de samba e pandeiro


Brasil, prá mim, prá mim, Brasil


Brasil, prá mim, prá mim, Brasil


Brasil, prá mim, prá mim




Rua das Tulipas

SONHOS, SONHOS..."SONHOS GRANDES DEMAIS"...!!!

O SONHO NASCE DA REALIDADE POSSÍVEL

NÉLIDA PIÑON

domingo, 5 de setembro de 2010

ENTRE LINGUAGENS CIRCULAMOS...




LINGUAGENS IN (DIS) CURSOS;
PÓS-MODERNIDADE, GLOBALIZAÇÃO








Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara (...). O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo.
Cem Anos de Solidão, Gabriel Garcia Marquez


A ‘realidade’ é uma concepção dialogicamente construída por sujeitos sociais que interagem discursivamente(…)

  • ... Enquanto falo, sempre levo em conta o fundo aperceptivo sobre o qual minha fala será recebida pelo destinatário: o grau de informação que ele tem da situação, seus conhecimentos especializados na área de determinada comunicação cultural, suas opiniões e suas convicções, seus preconceitos (de meu ponto de vista), suas simpatias e antipatias, etc; pois é isso que condicionará sua compreensão responsiva de meu enunciado.
    Michel Bakhtin

  • TODA CONVERSAÇÃO É UMA LUTA PELO PODER
    DINO PRETI

O que é afinal um sistema de ensino senão uma ritualização da palavra; senão uma qualificação e uma fixação dos papéis para os sujeitos que falam; senão a constituição de um grupo doutrinário ao menos difuso; senão uma distribuição e uma apropriação do discurso com seus poderes e saberes?
Michel Foucault

  • LÍNGUA- CÓDIGO COLETIVO
    DISCURSO- CÓDIGO SÓCIOINDIVIDUAL ( O PESSOAL NO SOCIAL )

Prática discursiva =processos de produção, distribuição e consumo do texto- são processos sociais relacionados a ambientes econômicos, políticos e institucionais particulares.

A prática discursiva é mediadora entre o texto e a prática social, segundo Fairclough

A análise intertextual refere-se às relações dialógicas entre o texto e outros textos (intertextualidade) e às relações entre ordens de discurso (interdiscursividade).


ETIMOLOGIA DA PALAVRA “TEXTO”
text - ou 'texto' vem do latim texere (construir, tecer), cujo particípio passado textus também era usado como substantivo, e significava 'maneira de tecer', ou 'coisa tecida', e ainda mais tarde, 'estrutura'.
Foi só lá pelo século 14 que a evolução semântica da palavra atingiu o sentido de "tecelagem ou estruturação de palavras", ou 'composição literária', e passou a ser usado em inglês,proveniente do francês antigo texte.
A palavra texto provém do latim textum, que significa tecido, ... Daí poder falar em textura ou tessitura de um texto
Em sentido amplo, o texto pode ser não-verbal, ou seja, a imagem traduz a palavra, a mensagem, é chamada de linguagem da imagética


PÓS-MODERNIDADE ( OU MODERNISMO TARDIO OU ERA DO VAZIO OU...) ; UM NOVO TRIPÉ: EFICIÊNCIA ECONÔMICA, PRUDÊNCIA ECOLÓGICA, JUSTIÇA SOCIAL
( SEGUNDO BRUNDTLAND, UM NOVO DESENVOLVIMENTO, UM NOVO PARADIGMA DE SUSTENTABILIDADE)
UM ADENDO, SOBRE O EMPREGO DA PALAVRA PÓS-MODERNIDADE:
O próprio termo ( PÓS-MODERNIDADE) não é um consenso dentro da sociologia. Bauman diz que Giddens caracteriza a sociedade atual como “moderna tardia”, Beck como “moderna reflexiva” entre outros. Já ele, Bauman, opta pela sociedade “pós-moderna”: “A nossa sociedade (…) como prefiro denominá-la – pós-moderna é marcada pelo descrédito, escárnio ou justa desistência de muitas ambições (…) características da era moderna.
Zygmunt Bauman.

VAMOS, AGORA, DESTACAR ALGUNS PONTOS-CHAVE DO MODERNISMO E DO PÓS-MODERNISMO; APROFUNDANDO-NOS ASSIM NOS “TEXTOS_DISCURSOS_PÓS-MODERNISTAS”

Segundo alguns estudiosos, por volta dos anos 80 (1980- queda do comunismo no final dos anos 80), entramos de vez em uma nova era, a chamada terceira revolução industrial, ou a revolução científico-tecnológica. Na década seguinte, a de 90 (1990), vivemos o seu ápice: o neoliberalismo,nova concepção do capitalismo- Capitalismo Tardio
Segundo Fredric Jameson "a emergência da pós-modernidade está estritamente relacionada à emergência desta nova fase do capitalismo avançado, multinacional e de consumo”; o que foi nomeado por: Capitalismo Tardio, Capitalismo da Globalização



A globalização está presente na realidade e no pensamento, desafiando grande número de pessoas em todo o mundo. A despeito das vivências e opiniões de uns e outros, a maioria reconhece que esse problema está presente na forma pela qual se desenha o novo mapa do mundo, na realidade e no imaginário.
IANNI, Octavio – Prefácio – Teoria da Globalização

A globalização está em toda parte: na escola, no trabalho, na política, na ciência, nos jornais, nas revistas; enfim, está em diversos setores,assim é que encontramos palavras e/ou expressões como “aldeia global”, “fábrica global”, “terra pátria”, “nave espacial”, “nova Babel” etc. que são metáforas que atuam em diversos contextos globalizados, globalizandos, globalizadores,...globais...

A era moderna foi marcada, sobretudo, pela crença na razão e no progresso . Na pós-modernidade, a euforia no progresso dá lugar à incerteza no futuro – A incerteza, eis aqui um dos componentes essenciais das “almas pós-modernas”.
Na pós-modernidade, nas relações humanas, as identidades são marcadas pelas incertezas; um estado de permanente ansiedade, de desconforto e de incerteza. Os vínculos são ditados por um jogo onde o jogador deve conquistar o maior número possível de admiradores, mas com o devido cuidado para manter uma distância que não permita criar laços sólidos; toda teia social é passível de suspeita universal, nela estão emboscadas que podem tirar o participante do jogo, presume-se que tudo seja precário e duvidoso.; vivermos no mundo do simulacro.
Na pós-modernidade, o discurso e a narrativa são temas muito presentes, discutidos pelos intelectuais da pós-modernidade. O verdadeiro significado das palavras é parte de um sistema de uma cultura, que não faz igual sentido para uma outra cultura.Fato esse que corrobora com a afirmação de que a linguagem é uma criação (sócio-psico) cultural; as palavras são destituídas de sentido absoluto, não há, pois, sentido absoluto, verdade absoluta, outrossim, sentidos relativos, palavras relativas, verdades relativas; tudo depende de quem observa, lê; o texto, a narrativa, todo discurso, pode ser desconstruído, construído pela ótica de cada leitor, logo, um escritor em potencial. Em síntese, a idéia dos pós-modernistas desconstrucionistas é tirar o poder das palavras; poder esse que formou a civilização ocidental. Daí, a nuclearidade da imagem, das narrativas curtas ( o gênero conto é o preferido), a linguagem “clip”, telegráfica, midiática, instantânea; o anacoluto é a figura de sintaxe freqüente(isto é, a quebra do contexto com a injunção de um pensamento solto, sem ligação com o resto da sequência), gerando uma inconsistência( relatividade-nebulosa- intruncada) sintáctica, semântica;dizem mesmo alguns estudiosos tratar-se da “Babel pós-moderna”, tamanho embaralhamento de signos lingüísticos, do código verbal, da língua

  • SOMOS O RESULTADO DOS DISCURSOS QUE NOS CONSTROEM
    MICHEL FOUCAULT

NA ESCOLA COMO (NA)VIDA

O acesso e o uso das TICs vem implicando em novas possibilidades de acesso à informação e criação de conhecimento, o que repercute amplamente na sociedade. "Estamos vivenciando um momento de transição social que se reflete em mudanças significativas na forma de pensar e de fazer educação
KENSKI
A Escola deixa de ser vista como o único/principal ambiente de aprendizagem, as relações de tempo/espaço já não são mais as mesmas. Assim, os professores, encontram-se em um contexto onde as antigas verdades já não existem mais (será?) e precisam considerar o fato da incerteza como um potencial para a construção de novos saberes, processo que envolve novos ambientes, novos saberes e novas visões. É preciso reeducar o olhar para a incerteza, "AD-MIRAR"...


(...) Incerteza, que vem reconfigurando todas as formas de agir. Isto, vinculado com o atual avanço e disseminação das TICs, "vêm criando novas formas de convivência, novos textos, novas leituras, novas escritas e, sobretudo, novas maneiras de interagir no espaço cibernético
PÓVOA

No contexto informacional que configura o ciberespaço das sociedades contemporâneas, invadidas pela tecnologia e pela globalização, as questões relativas à humanidade permanecem as mesmas, com uma forte dose de global e de planetário, mas esse ciberespaço “ainda é um universal, no sentido mais profundo, porque ele é indissociável da idéia de humanidade
LÉVY


SEJA VOCÊ UM EXÍMIO TECELÃO DE PALAVRAS!

PALAVRA É FORÇA E PODER!
LJD