terça-feira, 20 de dezembro de 2011

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
 SECRETARIA DO ESTADO DE EDUCAÇÃO
 DIRETORIA  REGIONAL METROPOLITANA III
 COLÉGIO ESTADUAL JOSE  MARTI –
U.E.  33069948   U.A. 181731
        E-mail: colegioestadualjosemarti@gmail.com   
        BLOG : http://cejosemarti.blogspot.com

  CONSELHO DE CLASSE DE 2011,
 EM 19 DE DEZEMBRO DE 2011
Textos sinérgicos, interlocutórios: QUE HAJA TRANSFORMAÇÃO, E QUE COMECE COMIGO (Marilyn Ferguson)

O coletivo não se organiza sem regras; regras não cumprem sua função organizacional se a adesão dos envolvidos está condicionada ao seu arbítrio individual e circunstante. Podemos nos opor e trabalhar pela mudança de regras das quais discordamos; contudo, manipulá-las arbitrariamente, ainda que a motivação seja intenção do respeito à diferença, pode ser bastante problemático. Nenhuma jogada é em si e de per si neutra: em cada jogada calculam-se possibilidades, correm-se riscos. E os parceiros tornam-se co-agentes. E cúmplices. O outro é a medida das minhas jogadas. (...) Com o outro compartilhamos um universo comum de referências, códigos de ética, de comportamento, etc e, na história do vivido, construímos também cumplicidade.
João Wanderley Geraldi

Segundo Zygmunt Bauman  : Comunidade é nos dias de hoje outro nome do paraíso perdido... mas que esperamos ansiosamente retornar, e assim buscamos febrilmente os caminhos que podem levar até lá

Rousseau foi quem melhor definiu o ideal da democracia, que hoje está em conflito com as democracias reais: uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém.
Boaventura de Souza Santos

Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.
Edward Everett Hale

Tudo o que me diz respeito, a começar por meu nome, e que penetra em minha consciência, vem-me do mundo exterior, da boca dos outros(da mãe), etc. e me é dado com a entonação, com o tom emotivo dos valores deles. Tomo consciência de mim, originalmente, através dos outros: deles recebo a palavra, a forma e o tom que servirão à formação original da representação que terei de mim mesmo
Michel Bakhtin

Deixa eu explicar como funciona sua vida: se você fez da música (ou a literatura, ou o cinema, enfim, qualquer coisa que faça sorver algum tipo de emoção) parte central da sua existência, lamento, mas você foi treinado para sentir.Gabito Nunes in John, você me deve uma

Em mim/eu vejo o outro/e outro/e outro/enfim dezenas/trens passando/vagões cheios de gente/centenas/o outro/que há em mim/é você/você/e você/assim como/eu estou em você/eu estou nele/em nós/e só quando/estamos em nós/estamos em paz/mesmo que estejamos a sós.
Paulo Leminski: Contra Narciso

MEMORIAL
 A todos esses que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas (...) e que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu neste instante explodir em: eu. Esse eu que é vós,  pois não aguento ser apenas mim, preciso dos outros para me manter de pé ...
Clarice Lispector

Quando conhecemos alguém ,  somos tomados por uma profussao de sentimentos , de pensamentos, enchemo-nos de extase, ansiando fazer  desse alguém  mais um amigo, um jogo de sedução que pode perdurar a vida inteira e ,para  depois dela,  infinita e eternamente, amigos,  fluidos da  querida memória, afinidades eletivas, “roteiro pessoal, infinito e intransferível”. nessa afinidade eletiva,  está você , amigo, a quem não preciso nomear, tantas, infinitas, vezes chamei,  e chamo,  você.. tantas vezes “ explodi em: eu. esse eu que é vós”
Para você, amigo-presente,  um feliz natal!!! e mesmo para aquele que não perdurou, deixando somente um nome amargo na memória,  um feliz natal, na esperança  e fé de que mudar é possível, para viver o natal  todos os dias, infinita e eternamente, re-nascendo ...
LJD

RIO DE JANEIRO, 19 DE DEZEMBRO  DE 2011
A EQUIPE DIRETIVA DO C. E.  JOSE MARTI
 LÚCIA DUARTE








segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

4º cONSELHO DE CLASSE 2011


GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
                                                                                 
 SECRETARIA DO ESTADO DE EDUCAÇÃO
  DIRETORIA  REGIONAL METROPOLITANA III      
 COLÉGIO ESTADUAL JOSE  MARTI –
      U.E.  33069948   U.A. 181731




AGENDA SINÓPTICA DO COLÉGIO ESTADUAL JOSE MARTI
  CONSELHO DE CLASSE DE 2011, EM 19 DE DEZEMBRO DE 2011
            bimestre : de 03/10/2011 a 20/12/2011
BIMESTRES DO ANO LETIVO DE 2011    TOTAL DE DIAS LETIVOS DO ANO 2011= 205  
1º - 07/02/2011 a 28/04/2011
2º - 02/05/2011 a 14/07/2011
3º - 01/08/2011 a 30/09/2011
4º - 03/10/2011 a 20/12/2011            

 PONTOS DE PAUTA
PELOS VIESES DAS GESTÕES INTEGRADAS: RESULTADOS, AMBIENTAL, ENSINO-APRENDIZAGEM   
_Dinâmica  emotizadora: Encontros In-tensos, Ex-tensões na (da) Escola democrática

_Textos sinérgicos, interlocutórios: Que haja transformação, e que comece comigo ( Marilyn Ferguson)

_PPP da U.E.: EDUCAÇÃO  PELA  AD- MIRAÇÃO; UMA ESCOLA- EM- DE TODOS OS SENTIDOS (e Intertítulos responsivos); instrumentos PPP; PDE; PMMEB

_PROJETO AFIM, INTERTÍTULO, DO PPP DA U.E.: NOS DES-EMBARAÇOS  DOS DES-A-FIOS  DA AVALIAÇÃO (Todos: avaliadores e avaliandos permanentes : É (sté) tica  da
 Co-responsabilidade);auto avaliações, avaliações internas e externas

_Interconexões –chave da Escola  Inclusiva, multicultural, Cidadã de Gestão Integrada:
ü     Associação de Apoio à Escola( A.A.E do C.E. JOSE MARTI )
ü     Alunos Representantes de Turma
ü     Escola-Família- Sociedade(s) –Mundo e Trabalho-Projeto afim: Trabalhar: Verbo Transitivo
ü     Conexão Educação; Escola e mídias, tecnologias- Projeto afim: DEDO IN- DI(S)CADOR
ü     Grêmio Estudantil : “QUANTA”
ü     Grupo de Teatro: AVE, PALAVRA

_ Termo de cessão de uso Nº 251/2011: “Educação para Todos”; espaço público, sem fronteiras,  inclusivo, democracia, cidadania, SENSIBILIZAÇÃO HUMANITÁRIA - AMBIENTAL

_CONTRA ESTIGMAS, PRE-JUÍZOS, QUE (AINDA) COIBEM A ESCOLA –DA-NOITE, O ALUNO-TRABAHADOR

_PLANEJAR, PERMANENTE, NO COLETIVO: VISÕES, DIÁLOGOS, NOVAS (AD)VISÕES

_Fluxos Escolares (vicissitudes, susceptibilidades) : acesso, permanência; freqüência, desempenho escolar ( O (NÃO) SUCESSOÉ DE/PARA TODOS NÓS!!!)
­­O C. E. Jose Marti elege o diálogo como o mais importante instrumento metodológico, valorizando os saberes que: “ O que um dia /eu vou saber /não sabendo /eu já sabia.” (Guimarães Rosa)Aprendemos palavras  para melhorar os olhos (Rubem Alves)


COLÉGIO ESTADUAL JOSE MARTI, A ESCOLA-DA-NOITE, ILUMINANDO AS NOITES DE NOSSA CIDADE

AGORA, FINAL E INICIALMENTE, C. E. JOSE MARTI: “TERRITÓRIO LIBERDADE”,  por que sentimos  um extraordinário enlevo, que  se assoma à nossa rotina de valorização  do espaço público institucional, através da   participação pública, de forma propositiva e responsiva pelo “sujeito inclusivo”; isto é, “sujeito público, acolhedor, hospitaleiro, ser de relações”; todo homem tem responsabilidades sociais para consigo e os outros
  (Termo de cessão de uso Nº 251/2011-SME E SEEDUC- “ESCOLAS COMPARTILHADAS”)
               Rio de Janeiro, 19 de dezembro de 201
            A Equipe Diretiva do C. E. Jose Marti
                  Lúcia Duarte

sábado, 17 de dezembro de 2011

PALAVRA É FORÇA E PODER, LIBERDADE E/ OU APRISIONAMENTO...




Força na forca

a palavra na boca
na boca a palavra: força
a forca da palavra força
a palavra rolha fofa
a rolha fofa sem força
a palavra em folha solta
a força da palavra forca
a palavra de boca em boca
na boca a palavra forca
a palavra e sua força
falar na era da forca
calar na era da força
na era de falar a forca
a era de calar a boca
na era de calar a boca
a era de falar à força
calar a força da boca com a forca
falar a boca da forca com a força
calar falar a palavra
não na ira da era ida
falar calar a palavra
nesta ira de era viva
calar a palavra na era ida da ira
falar a palavra na viva era da vida
mas a forca da palavra força:
um cedilha em sua boca
 CHAMIE, Mário. Objeto Selvagem    

A FORCA DA PALAVRA FORÇA:
UM CEDILHA EM SUA BOCA


Em defesa da palavra
Eduardo Galeano
Nas longas noites de insônia e nos dias de desânimo, aparece uma mosca que fica zumbindo na nossa cabeça: "Vale a pena escrever? Será que as palavras sobreviverão em meio aos adeuses e aos crimes? Tem sentido esta profissão que escolhemos ou pela qual fomos escolhidos?". As pessoas escrevem a partir de uma necessidade de comunicação e de comunhão com os outros para denunciar aquilo que perturba e compartilhar o que traz alegria. As pessoas escrevem contra sua própria solidão e a solidão dos demais porque supõem que a literatura transmite conhecimentos, age sobre a linguagem e a conduta de quem a recebe, e nos ajuda a conhecermo-nos melhor, para nos salvarmos juntos.
Na realidade
, ESCREVEMOS PARA AS PESSOAS COM CUJA SORTE OU MÁ SORTE SE SENTE IDENTIFICADO: OS QUE COMEM MAL, OS QUE DORMEM POUCO, OS REBELDES E HUMILHADOS DESTA TERRA; QUE EM GERAL NEM SABEM LER. Dentre a minoria alfabetizada, quantas dispõem de dinheiro para comprar livros? Que bela tarefa de anunciar o mundo dos justos e dos livres! Que função mais digna, essa de dizer não ao sistema da fome e das cadeias visíveis ou invisíveis! Mas os limites estão a quantos metros de nós? Até onde os donos do poder nos dão permissão de ir? Escrevemos para despistar a morte e destruir os fantasmas que nos afligem, por dentro; mas aquilo que escrevemos só pode ser útil quando coincide de alguma maneira com a necessidade colectiva de conquista da identidade. Ao dizer "Sou assim" e assim me oferecer, acho que eu gostaria como escritor, de poder ajudar muitas pessoas a tomar consciência do que são. Enquanto instrumento de revelação da identidade coletiva, a arte deveria ser considerada matéria de primeira necessidade e não artigo de luxo. A obra nasce da consciência ferida do escritor e projeta-se ao mundo. Então, o ato de criação é um ato de solidariedade. Acredito no meu ofício; creio no meu instrumento. Nunca pude entender porque escrevem esses escritores que vivem dizendo, tão cheios de si, que escrever não tem sentido num mundo onde as pessoas morrem de fome. Também jamais consegui entender os que convertem a palavra em alvo de fúrias ou um objecto de fetichismo. A palavra é uma arma que pode ser bem ou mal usada: a culpa do crime nunca é da faca. Creio que uma função primordial da literatura atual consiste em resgatar a palavra, que foi usada e abusada com impunidade e frequência, para impedir ou atraiçoar a comunicação. "Liberdade" é, no meu país, o nome de uma cadeia para presos políticos; chama-se "Democracia" a vários regimes de terror; a palavra "amor" define a relação do homem com seu automóvel; por revolução entende-se aquilo que um novo detergente pode fazer na sua cozinha; "glória" é o que um sabonete de certa marca produz; "felicidade" é a sensação que se tem ao comer salsichas. "País em paz" significa em muitos lugares da América Latina, "cemitério em ordem"; e onde se diz "homem são" deveria se ler muitas vezes "homem impotente". Ao escrever, é possível oferecer o testemunho do nosso tempo e da nossa gente, para agora e para depois, apesar da perseguição e da censura. Pode-se escrever como que dizendo, de certa maneira: "Estamos aqui, aqui estivemos; somos assim, assim fomos". (...) Lentamente vai tomando força e forma uma literatura que não ajuda os demais a dormir; antes, tira-lhes o sono; que não se propõe enterrar os nossos mortos; antes que perpetua-los; que se nega a limpar as cinzas mas, em troca, procura acender o fogo. Essa literatura continua e enriquece uma formidável tradição de palavras que lutam. Se é melhor como cremos a esperança à nostalgia, talvez esta literatura nascente possa chegar a merecer a beleza das forças sociais que mudarão radicalmente o curso da nossa história mais cedo ou mais tarde, por bem ou por mal. E quem sabe ajude a guardar, para os jovens que virão, "o verdadeiro nome de cada coisa"- como dizia o poeta."

A PALAVRA É UMA ARMA QUE PODE SER BEM OU MAL USADA: A CULPA DO CRIME NUNCA É DA FACA.
EDUARDO GALEANO

LJD

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

C E JOSE MARTI:DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO NO ESPAÇO PÚBLICO

SÓ À LUZ DA ESFERA PÚBLICA É QUE AQUILO QUE É CONSEGUE APARECER, TUDO SE TORNA VISÍVEL A TODOS
Habermas

A LINGUAGEM É O MÉDIUM DO AGIR ORIENTADO PELO ENTENDIMENTO, ATRAVÉS DO QUAL O MUNDO DA VIDA SE REPRODUZ E OS PRÓPRIOS COMPONENTES DO MUNDO DA VIDA SE ENTRELAÇAM ENTRE SI. O MUNDO DA VIDA FORMA UMA REDE DE AÇÕES COMUNICATIVAS.
HABERMAS

QUALIDADE DA ESCOLA  É  O HORIZONTE DA CIDADANIA, DOS DIREITOS HUMANOS,
ORGANIZAÇÃO ASSOCIATIVA DA SOCIEDADE, PRIMAZIA DO BEM COMUM
LJD