sexta-feira, 20 de julho de 2012

20 DE JULHO : DIA INTERNACIONAL DO AMIGO E DA AMIZADE


Para meus sábios  amigos, os  quais não preciso  nomear, nomeados  estão pela voz do coração,  pois ,  com os tons e as melodias, de quem sabe en- cantar, divino dom ,  fazendo melhor os nossos dias, em comunhão, hoje, todos os dias

A AMIZADE É EIVADO SENTIMENTO DE PERTENÇA;  PERTENCEMOS, AMIGO, UM AO OUTRO, MAS SOMOS  LIVRES, PORQUE AMIGOS, JUSTOS; SOMOS ATEMPORAIS, MAS TEMOS  PASSADO E PRESENTE, SOMOS MEMÓRIAS  E DEVIR
LJD

 Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar
Martha Medeiros


A Lista
Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?




AMIGO É COISA SÉRIA,
AMIGO É COISA DESLUMBRANTE,
AMIGO É VOCÊ,
SOMOS IGUAIS, MAS DIFERENTES!!!
LJD

AGRICULTURA FAMILIAR; FAMÍLIA E INCLUSÃO SOCIAL


C. E. JOSE MARTI, COM VOCÊ,  PELAS BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

20 DE JULHO DE 2012, DO RELATÓRIO DE LANÇAMENTO DE NOTAS, DO 2º BIMESTRE LETIVO/2012


PROVA , A-PROVA ; PELO (NO) OLHAR DO PROFESSOR-EDUCADOR, SEU DISCURSO E PRÁTICA AVALIATIVOS, O ALUNO –TRABALHADOR RE-CONSTROI –SE, RE-ANIMA-SE, RE-INTEGRA-SE, RE-ENCONTRANDO-SE CONSIGO MESMO E COM O(S) OUTRO(S)
LJD


Direitos e deveres são faces de uma mesma  moeda . E  o dever cumprido de forma exitosa é felicidade indizível, contentamento que nos re-anima, prosseguimos, pois, com a GIDE, um sistema democrático, processual, integrado, instituído e instituinte
LJD

 Aos meus “companheiros” (“ cum pane, dividindo o pão”) de ofício e profissão, binômio indissociável da pessoalidade, multiplico e divido os meus indizíveis  sentimentos de honra, dignidade e integridade, mérito de todos nós, trabalhadores em defesa da educação, da nossa “Escola-Da- Noite”, usina de luz,da palavra bem-dita, que  nomeia, identifica-nos, individual e coletivamente, nossa honrada e sensitiva missão, re-construindo mundos, projetos de vida; salvo o senso comum, porque o sonho não acabou;por isso, aqui estamos, todos propugnando por uma escola pulsante, emotiva, anímica, continuamente, re-construindo-se, a-provando-se, emocional e intelectualmente



A Deus, aos anjos,  a todas as energias positivas que sempre fizeram parte do dia-a-dia de nossa escola, irradiando luz divina, inspiração, crescimento e conquistas pessoais e profissionais, agradecemos todos nós, pessoas de almas reluzidias, chamejantes falares  despertos de benquerenças, bendizendo nosso ofício e profissão, professor-educador, com muita honra e  “fé na vida, fé no homem e no que virá”...  


Nunca Pare de Sonhar
Gonzaguinha

Ontem um menino que brincava me falou
Hoje é a semente do amanhã
Para não ter medo que este tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será

 LÚCIA DUARTE
DIRETORA DO C E JOSE MARTI






sexta-feira, 13 de julho de 2012

NO COTIDIANO DO C. E. JOSE MARTI, LAÇOS DE AFETO, CON-VIVÊNCIA ÉTICO-ESTÉTICO-AFETIVA





NAS MÃOS DO HOMEM TECELÃO, OS FIOS DA TEIA DA VIDA, APRISIONANDO OU LIBERTANDO, TECENDO E/OU DESTECENDO, CONFORME CADA PONTO
"EN-LAÇ -O- D- ADO"; CADA LAÇO É ÚNICO, REQUER, POIS, PRECISÃO E CUIDADO, AMOR E ARTE
LJD


Há tanta suavidade em nada dizer/
E tudo se entender.


Há uma intensidade enorme de poluição sonora, palavras torpes escapam de muitas  bocas, “pântanos enganosos” , a vida re-clama por nós, bem-amados e amantes
LJD


Escolhe teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio
Mesmo no silêncio e com o silêncio
Dialogamos
CDA


a forca da palavra força/ um cedilha em sua boca

GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SECRETARIA DO ESTADO DE EDUCAÇÃO

DIRETORIA REGIONAL METROPOLITANA III

COLÉGIO ESTADUAL JOSEMARTI – U.E. 33069948- U.A. 181731

ENDEREÇO: Av. Prof.º Plínio Bastos, 631 - Olaria – RJ /RJ - Tel.: 23347528 - Fax: 23347527
E-MAIL: colegioestadualjosemarti@gmail.com BLOG :http://cejosemarti.blogspot.com

A palavra na boca

na boca a palavra: força

a forca da palavra força

a palavra rolha fofa

a rolha fofa sem força

a palavra em folha solta
a força da palavra forca

a palavra de boca em boca

na boca a palavra forca

a palavra e sua força

falar na era da forca

calar na era da força

na era de falar a forca

a era de calar a boca

na era de calar a boca

a era de falar à força
calar a força da boca com a forca

falar a boca da forca com a força
calar falar a palavra

não na ira da era ida

falar calar a palavra

nesta ira de era viva

calar a palavra na era ida da ira

falar a palavra na viva era da vida
mas a forca da palavra força:

um cedilha em sua boca

CHAMIE, Mário. Objeto Selvagem

domingo, 8 de julho de 2012

ENTRE-LAÇOS E NOS: RESPONSABILIDADES ÉTICO-SOCIAIS



  POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO

ESCOLA & SOCIEDADE; LAÇOS E NOS


“A cidadania é historicamente um atributo político e cultural que pouco ou nada tem a ver com uma democracia substantiva ou com a democracia comprometida com a transformação social”

 E, nesse tom e mote, veio-me  à memória as palavras de  Jacques Derrida, sublinhando algumas de suas palavras  que nos dizem da “hospitalidade, da cordialidade, da empatia e sinergia, contributos da “hospitalidade comercial”, bem à semelhança da “hospitalidade  doméstica”

 Jaques Derrida:
-Compartilho com outros a preocupação com a hospitalidade e as notícias sobre o drama dos estrangeiros, dos imigrados, dos exilados. Tento pensar uma hospitalidade incondicional que não esteja ligada à cidadania. Existem leis da hospitalidade ligadas à cidadania; Kant, por exemplo, quando fala do tratado da paz universal, pensa numa hospitalidade de cidadão para cidadão. Mas hoje devemos nos preocupar com pessoas que são lançadas fora de seus países, sem cidadania, e que não são respeitadas como cidadãos. É preciso pensar numa hospitalidade não mais voltada somente para cidadãos, porém que se dirija a qualquer um. Evidentemente o que acabo de dizer da ética e da política vale, por excelência, nas relações com o estrangeiro, o imigrado, o exilado etc. Todos os que, desde pelo menos a primeira guerra mundial, foram lançados na estrada do mundo: milhões de deportados, pessoas deslocadas, imigradas à força. Há pessoas sem estatuto... Sem documento..., sem estatuto político, sem identidade nacional. Claro que quando falo de uma solidariedade internacional que não seja simplesmente cosmopolítica, ou somente a aliança entre os cidadãos do mundo, penso com certeza nessas pessoas. ...

O sucesso internacional da “desconstrução” seria contraditório com relação a um certo papel de anticonformismo (político, epistemológico, institucional) das estratégias desconstrutoras?

[JD
] Eu seria muito prudente com relação a falar de “sucesso internacional da desconstrução”. Por certo a palavra desconstrução tem uma espécie de crédito internacional, fala-se dela um pouco em toda parte no mundo... Não exageremos: um pouco em toda parte nas universidades, em certos meios acadêmicos, literários. Mas não existe sucesso internacional, não devemos exagerar. Então isso não me parece contraditório com o anticonformismo. A desconstrução, por um lado, somente é conhecida com esse nome em pequenos meios universitários, urbanos e literários; por outro lado, mesmo nesses meios existe uma guerra furiosa, por meio da qual se combate a desconstrução. Ela é alvo de verdadeiras cruzadas, de ódio. Não creio que haja sucesso, assim não vejo contradição.

EVANDO NASCIMENTO é Professor Adjunto na Universidade Federal de Juiz de Fora e autor do livro Derrida e a literatura (EdUFF, 2a. ed., 2001), co-organizador de Em Torno de Jacques Derrida (7Letras, 2000) e Poesia Hoje (EdUFF, 1998).
E-mail:
ebn12@bol.com.br


 LAÇO E O ABRAÇO
Mário Quintana

 Meu Deus! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.

Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.

É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.

 É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma- ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,

deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço

de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum

pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!


O mundo só vai prestar
Para nele se viver
No dia em que a gente ver
Um gato maltês casar
Com uma alegre andorinha
Saindo os dois a voar
O noivo e sua noivinha
Dom Gato e Dona Andorinha»

Jorge Amado

Pessoas são pessoas através de outras pessoas
Ditado shosa- língua materna de Nelson Mandela


A epígrafe acima é verdade irrefutável, O lema é: umpor todos, todos por um. “É a idéia de totalidade que domina”(CHABAL)



Isto posto, re- faço meus laços, deixando abraços para meus companheiros de ofício e profissão, professores-educadores, empreendedores de um novo mundo possível, laços e abraços...
Lúcia Duarte




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Entre paradigmas emergentes e dominantes, circulamos todos...IM-PRECISAS OCORRÊNCIAS...


NOS  DES-ENREDOS DA VIDA,  AS  TRAMAS DA  ESCOLA,  DES-A- FIAMOS ... “UM GRITO, UM  DESABAFO...E O QUE IMPORTA É NÃO ESTAR VENCIDO”

Tomo emprestado os versos  de João Cabral de Melo Neto, oferecendo-os àqueles que con-firmam, em palavras e ações, a criação , com o  trabalho de ferreiro  que forja, com luta, com fé, a sua obra, autêntica, original, identitária, obra com as marcas de sua mãos. Esses são professores-educadores, “docentes da diferença”, porque com eles, entre eles, estão os paradigmas emergentes, “receitas humildes”, à medida  da grandeza humana, grandiosidade
LJD

O FERRAGEIRO DE CARMONA

João Cabral de Melo Neto

Um ferrageiro de Carmona,
que me informava de um balcão:
"Aquilo? É de ferro fundido,
foi a forma que fez, não a mão.

Só trabalho em ferro forjado
que é quando se trabalha ferro
então, corpo a corpo com ele,
domo-o, dobro-o, até o onde
quero.

O ferro fundido é sem luta
é só derramá-lo na forma.
Não há nele a queda de braço
e o cara a cara de uma forja.

Existe a grande diferença
do ferro forjado ao fundido:
é uma distância tão enorme
que não pode medir-se a gritos
.

Conhece a Giralda, em Sevilha?
De certo subiu lá em cima.
Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas?

Pois aquilo é ferro forjado.
Flores criadas numa outra
língua.
Nada têm das flores de forma,
moldadas pelas das campinas.

Dou-lhe aqui humilde receita,
Ao senhor que dizem ser poeta:
O ferro não deve fundir-se
nem deve a voz ter diarréia.

Forjar: domar o ferro à força,
Não até uma flor já sabida,
Mas ao que pode até ser flor
Se flor parece a quem o diga

Sejamos ,  professores-educadores, “gestores –ferreiros de ferro forjado” , de paradigmas emergentes. Para tanto, e tão pouco, sejamos agentes-partícipes e líderes do forjamento livre de ranços, passadiços paradigmas, excludentes, refutando  as visões simplistas que  opõem as múltiplas linguagens à realidade escolar
LJD

O PENSAMENTO SEM A INVENÇÃO NÃO CONTA, POIS APENAS COPIA E REPETE. A INSPIRAÇÃO NÃO OCORRE JAMAIS SEM A TRANSPIRAÇÃO
SERRES, MICHEL

OS PROTAGONISTAS DO NOVO PARADIGMA CONDUZEM UMA LUTA APAIXONADA CONTRA TODAS AS FORMAS DE DOGMATISMO E AUTORIDADE
BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS

Enfim, deixo as palavras de Lygia Clark, posto que confiamos  à professora-educadora,  agora, nossa tutora , Esther Lück, , nossa profissionalidade  e pessoalidade,  binômio indissociável,  para quem “prefere plantar carvalhos à eucaliptos”, por que ascendemos   em paradigmas emergentes, tecendo diálogos, forjando pontes, entusiastas de disposições ético-estético-afetivas: “Forjar: domar o ferro à força/não até uma flor já sabida,/mas ao que pode até ser flor/ se flor parece a quem o diga”
LJD


CADA VEZ QUE ATACO NOVA FASE DE MINHA OBRA, EXPERIMENTO TODOS OS SINTOMAS DE GRAVIDEZ. DESDE QUE A GESTAÇÃO COMEÇA, EU TENHO AS VERDADEIRAS PERTURBAÇÕES FÍSICAS, A VERTIGEM, POR EXEMPLO, ATÉ O MOMENTO EM QUE CHEGO A AFIRMAR MEU NOVO ESPAÇO-TEMPO NO MUNDO. ISTO SE PRODUZ NA MEDIDA EM QUE CHEGO A IDENTIFICAR, RECONHECER ESTA NOVA
LYGIA CLARK


NÃO, NÃO FOI HÁ MUITO TEMPO...OUTROSSIM, MUITO, MUITO, RECENTEMENTE...ACONTECEU, MINHA GENTE, UM DIA BEM DIFERENTE...
"É PRECISO CONHECER PARA DISTINGUIR!!!"


Respeitosamente e carinhosamente
Lucia de Jesus Duarte
Diretora do Colégio Estadual Jose Marti