quarta-feira, 8 de setembro de 2010

NÃO, (NÃO) TENHO TEMPO !!! (?!); O TEMPO NA MEDIDA (IN) CERTA....



Hóspede do tempo

Sou hóspede do tempo
Da minha casa
Das minhas palavras
Das coisas que declaro minhas
Inquilino da vida que me foi dada
Portanto, nada
Ficou na minha bagagem
Do velho brinquedo
Que já não ilude, não me ilude
Fred Martins e Zélia Duncan





A VIDA HUMANA É SEMPRE UM FLUIR INEXTRICAVELMENTE ENTRELAÇADO DE EMOCIONAR E RACIONALIDADE, ATRAVÉS DO QUAL TRAZEMOS À MÃO DIFERENTES DOMÍNIOS DE REALIDADE”


CHAMAMOS DE CONVERSAÇÃO O FLUXO DE COORDENAÇÕES DE AÇÕES E EMOÇÕES QUE NÓS, OBSERVADORES, DISTINGUIMOS COMO OCORRENDO ENTRE SERES HUMANOS QUE INTERAGEM RECORRENTEMENTE NA LINGUAGEM

CADA SER HUMANO PARTICIPA CONCORRENTEMENTE DE DIFERENTES CONVERSAÇÕES SIMULTÂNEAS, QUE SE INFLUENCIAM MUTUAMENTE DE MODO INDIRETO POR MEIO DE NOSSA CORPORALIDADE.
HUMBERTO MATURANA
A hospitalidade absoluta exige que eu abra minha casa e não apenas ofereça ao estrangeiro (provido de um nome de família, de um estatuto social de estrangeiro, etc.), mas ao outro absoluto, desconhecido, anônimo, que eu lhe ceda lugar, que o deixe vir, que o deixe chegar, e ter um lugar no lugar que ofereço a ele, sem exigir dele nem reciprocidade (a entrada num pacto), nem mesmo o seu nome.
JAQUES DERRIDA

  • TEMPO, ESSE VELHO ESTRANHO (DES) CONHECIDO
ALBERT EINSTEIN: TEMPO E ESPAÇO SÃO RELATIVOS
  • O TEMPO VESTE UM TRAJE DIFERENTE PARA CADA PAPEL QUE DESEMPENHA EM NOSSO PENSAMENTO
    JONH WEELER

Santo Agostinho, no século IV, defendeu que o tempo não podia existir fora do espírito. Dividiu o tempo em três, com referência no presente: o presente do passado (memória), o presente do presente (atenção) e o presente do futuro (espera).
Os filósofos e teólogos medievais desenvolveram o conceito do tempo baseado no mito da criação, compartilhado pelas três religiões abraâmicas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Os cristãos ainda acreditam no fim, quando Jesus retorna para o Juízo Final

Culturas ancestrais como incas, maias, algumas tribos americanas, babilônios, budistas, jainistas e hindus, preferem a ideia da roda do tempo, retratando-o cíclico, em eras nas quais o Universo nasce e se extingue. Para o filósofo alemão Immanuel Kant, do século XVIII, o tempo era um conceito inerente à mente humana e não uma característica do mundo externo.
Até por volta do século XVII, os homens mediam o tempo pelas tarefas que faziam; o capitalismo instalou-se e , progressivamente, reforçou essa ideia e a tecnologia acelerou o ritmo do tempo, da vida.
Em síntese, vivemos, nesse início do século XXI, em uma era que valoriza a produtividade, o imperativo e persuassivo consumismo e a velocidade.; no pós-modernismo,”tudo é líquido”, inconsistente,"tudo que é sólido se desmancha no ar”; a efemeridade, a transitoriedade, são marcas desse “tempo líquido”- “o tempo escorre pelas mãos...”

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